Piores países do mundo para dirigir: entenda por que o Brasil está nessa lista

O modal de transporte rodoviário no Brasil e no mundo é tradicionalmente utilizado para curtas distâncias, para produtos com alto valor agregado e ou perecíveis.

E como sabemos, é o modal mais utilizado para locomover produtos e pessoas no Brasil. Porém, o que só os brasileiros que vivenciam as rodovias no cotidiano sabem (e sentem na pele), são das suas condições precárias.

Falta de sinalização, segurança, roubos, baixo investimento, entre diversos outros problemas.

Fazendo um paralelo com outros países do mundo, o Compare the Market, site de comparações de preços da Austrália, analisou quais são os melhores e piores países para dirigir.

Foram observados os seguintes aspectos: a qualidade das estradas, o nível de congestionamento, a proporção de despesas com carros e renda disponível e os acidentes de trânsito.

O Brasil ficou em segundo lugar, com a maior taxa de mortalidade rodoviária entre as três nações com pior desempenho, são 16 mortes por 100 mil habitantes. Segundo o painel CNT de acidentes rodoviários.

O país também tem altos custos na aquisição e compra de automóveis, altos níveis de congestionamento e estradas de ruim ou péssima qualidade, o que significa que foi classificado como o segundo pior país para dirigir.

Confira abaixo um vídeo sobre as situações das rodovias no Brasil

O Brasil, historicamente, emprega pouco dinheiro na infraestrutura rodoviária. E a situação se agravou nos últimos anos: em 2010, investíamos 0,26% do PIB para intervenções no transporte. Em 2016, o número caiu para 0,14%. E estes valores permanecem em queda.

Hoje a conta não fecha. O Brasil precisaria de quase R$ 300 bilhões para a recuperação total das rodovias. É treze vezes mais do que o orçamento anual da pasta de infraestrutura.

Como deixar de ser o pior país do ranking?

Ao analisar o panorama, há duas simples soluções: A primeira, investimento!

Ficou claro que o governo brasileiro não age na logística estrategicamente, investindo em diferentes modais, seja aéreo, ferroviário ou no principal modal do pais: o rodoviário.

Isso é uma pena, pois se houvesse no mínimo um investimento digno, estradas seriam mais pavimentadas, o transporte seria otimizado e mais seguro, já que uma melhor qualidade da estrada, mais rápida você completa o percurso.

Ou seja, conseguimos gerar mais entregas, em menos tempo, reduzindo custo e gerando mais impostos para o governo. Além disso, os números de acidentes tenderiam a cair, evitando mortes.

Segundo o CNT (confederação nacional de transportes) cada acidente com morte, tem um gasto médio de R$814,9 mil aos cofres públicos.

Só em 2018, o país gastou quase R$10 bilhões em acidentes, isso inclui gastos com: saúde, previdência social, ações judiciais e perda de capacidade produtiva.

A segunda solução seria empresas investirem em uma logística digital, com sistemas de entregas inteligente, traçando estratégicas para definir as melhores rotas de forma que elas sejam curtas e livres de empecilhos.

Criando assim mais segurança para motorista e equipe, e consequentemente da carga transportada.

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